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Quinta-feira, 27 de maio de 2004 às 00:11
Carro brasileiro movido a energia solar participa de corrida na Grécia
Alunos da Universidade de São Paulo (USP) e do Makenzie desenvolveram um carro movido a energia solar, que vai participar de corrida na Grécia. “O veículo brasileiro, batizado de The Banana Entreprise, será o único representante de um País em desenvolvimento", conta o chefe de equipe e líder do projeto, Vinícius Rodrigues de Moraes.
A Phaethon 2004, corrida onde só competem automóveis movidos a energia solar, terá percurso de cerca de 800 quilômetros. Competidores de 18 equipes da Austrália, Japão, Taiwan, Estados Unidos, Itália, Alemanha, Holanda e Grécia seguirão por locais históricos, como Atenas, Olímpia e Delfos, percorrendo, inclusive, o litoral grego.
Sábado aconteceu a apresentação dos carros inscritos, para que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) conferisse se estavam de acordo com as regras da disputa. Dia 23 foi dada a largada no Estádio Olímpico de Atenas. A corrida seguirá por Corintos, Patras, Olímpia, Pirgos, Antírio, Delfi, Itea e Castro, com término previsto para este sábado. A linha de chegada será no estádio em Atenas.
O veículo tem um painel no teto com 6 metros de comprimento e 2 de largura, composto de células fotovoltaicas (células solares) que transformam a luz em energia elétrica e a envia para um motor elétrico. A energia fica armazenada em dez baterias, o que possibilita rodar com o carro mesmo à noite. Em testes realizados numa pista de provas no Brasil, o veículo atingiu velocidade de 80 quilômetros, em linha reta. Por medida de precaução, a equipe levará dez baterias a mais, e assim evitar qualquer problema durante a corrida.
O grupo brasileiro é formado por alunos de pós-graduação da USP: Kira Beim (Naval) e Thiago Martins (Mecatrônica); por estudantes de graduação: Diego Ojjima e José Claro Machado (Elétrica), Caio Bonini (Mecânica) e Mário Pin (Física). Felipe Buscariolo e Paulo Rogow são da graduação de Engenharia Mecânica do Mackenzie. O idealizador do projeto é o engenheiro e empresário Eduardo Bomeisel. A coordenação ficou à cargo do professor Julio Cezar Adamowski, da Mecatrônica da Escola Politécnica (Poli).
Clave de Sol - Segundo o professor Adamowski, o Banana Entreprise é um projeto de 1993 e já participou de competição na Austrália. Agora foi readaptado para competir na Phaethon 2004. “Na Austrália (World Solar Challenge) a corrida é muito mais longa, mas os 3 mil quilômetros são percorridos em linha reta com relevo pouquíssimo acidentado. Na Grécia, o percurso inclui várias ladeiras, o que aumenta a dificuldade", afirma Thiago Martins.
De acordo com Kira Beim, a distância será percorrida por trechos, que facilitarão a interação com outras equipes. "Existe um trajeto diário a ser cumprido. Depois, as equipes param e trocam informações e experiências. No dia seguinte, começa tudo de novo."
A mesma equipe está desenvolvendo um novo veículo, o Clave de Sol, que futuramente poderá participar do World Solar Challenge, a mais tradicional das corridas de carros solares, realizada desde 1987. O Clave de Sol, assim como o projeto do Banana Entreprise, tem o apoio da Petrobras.
Da Agência Imprensa Oficial
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